A pandemia eleitoreira de 2022

O mundo volta a girar e as rotinas se reestabelecendo. Não na mesma marcha e velocidade que estávamos quando o freio foi acionado em 2020, mas estamos nos ajustando.

O Brasil e o brasileiro travaram de forma questionável a luta contra o vírus. Devemos  aceitar os erros cometidos, afinal em nosso currículo, não existe histórico para lidar com tamanha problematica, até ganhamos alguns rounds, saímos  machucados e feridos do ringue, mas o saldo foi minimamente positivo. Os pessimistas falavam em dois milhões e os otimistas em um milhão de mortes, e estamos com pouco mais de seiscentas mil vidas perdidas.

Se avalariarmos nosso preparo técnico, até que temos algum mérito. Um país sem saneamento básico abrangente, com um clima tropical, com massas residindo em  espaços minusculos e parte da população na subcultura, é triste, mais real, poderia ser pior.

Comemorar? NÃO!  Temos de colocar na balança os desvios de verbas, falsas comunicações, remédios inúteis, compras de kits desnecessários, desemprego, falências, CPI, mortes suspeitas, hospitais inúteis, fome e corrupção, muita corrupção. A população se saiu bem, não podemos dizer o mesmo dos políticos.

O grande desafio que vislumbramos em terra brasilis seguramente é a escalada das questões e divergências políticas que farão de 2022 um estrago econômico e social mais impactante que a covid, creiam! 

O Brasil esta lidando com a política e com os políticos pelo ódio e não pela razão. O brasileiro trata de assuntos eleitoreiros como uma grande partida de futebol nos clássicos entre Palmeiras e Corinthians ou Flamengo e Fluminense, estamos vendados e cabrestados. O pensamento do eleitor é a vingança, sem perceber que este modus pensativo nos cega, é irracional e improdutivo para a retomada do Brasil pós-pandemia.

Nunca o brasileiro esteve tão politizado em suas rotinas, isso é ótimo, se não fosse uma politização insana de diretrizes apenas no pensamento de esquerda ou direita e nunca para frente e avante.

Se deixarmos o ódio que nos cega de lado, e passarmos a pensar no que realmente importa: Quem nas eleições de 2022 poderá realmente assumir a faixa presidencial? Quem buscará a unificação nacional, ainda que parcial? Quem gerará credibilidade internacional? Se conseguirmos massificar estas questões no consciente coletivo, já avançaremos passos largos, todavia, se seguirmos apenas votando e elegendo pela ordem de descarte, infelizmente, a covid não será nem de perto o nosso maior pesadelo. A urna não é lugar de depositar rancor e sim o voto.        

Rodermil Pizzo – Jornalista,  Mestre em Hospitalidade e Doutorando em Comunicação, Colunista DGABC VIVIAJANDO, BandFM Brasil, Gazeta Nacional e Diário Mineiro.      

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