De acordo com especialista, cultivar o amor próprio é tarefa diária

Em tempos onde as pessoas fazem selfies constantemente e alimentam a egolatria, além de relações voláteis, profissional da psicologia alerta que estes comportamentos, apesar de parecerem o contrário,podem ser, na realidade sinais de carência e falta de autoestima. 

De acordo com a psicóloga Gislene Teodoro Faustino, “o amor-próprio não tem relação com a aparência e sim com o modo de como as pessoas se sentem internamente e também com a maneira de como elas se posicionam diante o mundo”, diz. A especialista ainda afirma que “o amor próprio vem do autoconhecimento, que nos permite identificar nossas fraquezas e forças, e aprender a lidar com elas”. 

A empresária Gracienne Myers sabe bem o que é isso. Nascida em família pobre, na cidade de Paumópolis, MG, Myers passou por diversos momentos traumatizantes em sua vida, onde não apenas seus sentimentos foram afetados, como também sua aparência externa. Isso porque, aos 14 anos, brincando uma uma cachoeira da cidade onde morava, teve seus 4 dentes da frente quebrados, durante uma queda. Impedida de “sorrir”, pela vergonha que sentia de sua boca, a empresária conta que aprendeu a “sorrir por dentro”.

O testemunho foi dado em sua página de Instagram @ConselhosdeGracienne, na qual ela criou para contar seus exemplos de superação. Mesmo após diversos traumas e humilhações vividos em sua infância, adolescência e início da vida adulta, a mineira conseguiu dar a volta por cima e hoje disfruta de uma vida plana, nos Estados Unidos, com sua família e com as três empresas na qual ela mesma fundou. 

Ainda, de acordo com a psicóloga Gislene Teodoro Faustino, quando uma pessoa passa por momentos parecidos com os quais Gracienne Myers viveu, é necessário encontrar formas de resgatar o sentimento de amor próprio, para então, superar os traumas. Ela explica que este sentimento não se trata apenas da pessoa sentir-se mais bonita, e sim, de sentir-se bem consigo mesma. E, quando tais superações não são desenvolvidas, é necessário que a pessoa busque ajuda, seja através de grupos de apoio, como o de Gracienne, ou até mesmo buscar ajuda de um profissional de psicologia. 

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