Luiz Paulo Foggetti lança o livro “Homo Longevus” e propõe um debate sobre os desafios de uma sociedade cada vez mais longeva

A possibilidade de viver até os 120 anos pode parecer ficção científica, mas é justamente esse cenário que inspira o primeiro livro do empresário e empreendedor Luiz Paulo Foggetti. Em “Homo Longevus: O guia do longo prazo para o século 22”, o autor reúne pesquisas, referências científicas e reflexões para discutir como uma expectativa de […]

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A possibilidade de viver até os 120 anos pode parecer ficção científica, mas é justamente esse cenário que inspira o primeiro livro do empresário e empreendedor Luiz Paulo Foggetti. Em “Homo Longevus: O guia do longo prazo para o século 22”, o autor reúne pesquisas, referências científicas e reflexões para discutir como uma expectativa de vida cada vez maior poderá transformar a sociedade nas próximas décadas.

A obra parte de uma provocação direta ao leitor: “E se a vida durasse até 120 anos?”. A partir dessa pergunta, Foggetti analisa como avanços em áreas como medicina preventiva, tecnologia, nutrição e saneamento podem ampliar a longevidade humana e exigir mudanças profundas na forma como as pessoas trabalham, constroem relacionamentos, planejam a aposentadoria e enxergam o próprio futuro.

Ao longo dos capítulos, o autor defende que o envelhecimento precisa deixar de ser encarado apenas como a etapa final da vida para se tornar uma nova fase de oportunidades. Em vez de associar a velhice exclusivamente às limitações, o livro propõe uma visão voltada para autonomia, produtividade e qualidade de vida.

A discussão vai além da saúde. Foggetti aborda temas como mercado de trabalho, espiritualidade, afetividade, família, solidão, previdência, propósito de vida e até questões éticas relacionadas à eutanásia, mostrando como a chamada “revolução da longevidade” poderá impactar diferentes áreas da sociedade.

A publicação reúne ainda contribuições de especialistas. No prefácio, o médico Walter Feldman, presidente do Fórum da Longevidade, afirma que o avanço da ciência torna plausível discutir uma expectativa de vida de até 120 anos como uma possibilidade para o futuro. Segundo ele, a obra amplia o debate ao conectar aspectos científicos, sociais, econômicos, familiares e filosóficos.

O geriatra João Toniolo Neto destaca que o principal mérito do livro está em provocar reflexão. Para ele, mais importante do que prever o futuro é estimular uma pergunta essencial: como cada pessoa gostaria de viver e ser tratada ao chegar aos 100 anos de idade?

A apresentação é assinada por Marcos Gouvêa de Souza, um dos principais especialistas em varejo do Brasil, que relaciona a longevidade às transformações no comportamento humano. Na avaliação dele, uma vida mais longa poderá redefinir carreiras, projetos pessoais e relações afetivas, ao mesmo tempo em que exigirá novos significados para o tempo e para o propósito.

Engenheiro formado pela Escola Politécnica da USP, Luiz Paulo Foggetti construiu carreira no mercado financeiro, no agronegócio e em empresas multinacionais, com atuação internacional na Europa e na Ásia. Essa experiência, segundo o médico Caio Auriemo, responsável pela abertura da obra, contribui para uma abordagem prática sobre um tema que tende a ganhar cada vez mais espaço no debate global.

Mais do que discutir números sobre expectativa de vida, “Homo Longevus” propõe uma reflexão sobre o futuro da humanidade. O livro convida o leitor a imaginar uma sociedade em que viver mais não represente apenas acrescentar anos à vida, mas também reinventar carreiras, fortalecer relações, produzir conhecimento e construir novos propósitos ao longo de um século de existência.